Alma em Verso
Poesia

Um Tributo ao Xiruzinho

José Oliveira Estivalet

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Esmeralda chora o filho, Caxias chora um criado, por ela um dia adotado, uma estrela de muito brilho... Gaudério desde potrilho traçou seu próprio caminho charlando, tomando um vinho, trançou laços de amizade, assim era, na verdade, meu grande irmão XIRUZINHO.

Não só Esmeralda e Caxias mas, outros tantos e quantos, que perderam os acalantos dos sons das tuas cantorias, que bordavam sesmarias fosse verão ou inverno, entre o saudoso e o moderno, com querubins e arcanjos hoje tu canta pros anjos no altar do ORIENTE ETERNO...

No Farol da Liberdade teve eficiência de sobra demonstrando em sua obra presteza e capacidade... Amor e fraternidade mostrou na Arte Real, um enorme potencial na poesia e na pajada, uma mente iluminada verdadeiro manancial.

Talvez o GRANDE ARQUITETO mande a Maestra Cecília abençoar tua filha pra que ela gere o teu neto, com a tua herança de afeto que nem o tempo não gasta e uma inteligência vasta para ser teu seguidor, poeta, violeiro e cantor, mantendo viva tua casta.

aquele pinho chorando, o sorriso, a simpatia, na mais crioula magia de cantar sempre opinando... Vida à fora bordoneando nas seis cordas do violão, contagiante inspiração que na hora que cantava, parece que revelava o retrato do coração...

Com Noel e Cenair, Jayme Caetano e Ortaça, cantou os primórdios da raça do passado prá o porvir... Enquanto no mundo existir canto de amor e carinho, cordeona, poesia, pinho, e um galpão pra comungar, o mundo vai recordar que aqui cantou o XIRUZINHO...