Campeiros
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Nascem nos campos em ranchos pampas, Se fazem homens nas amplidões... Domas de potros, rondas de tropas, As campereadas e as marcações.
Trazem nas faces os testemunhos De intempéries e arrebóis... E aos fins das tardes eles desenham Suas silhuetas nos pores de sóis.
De volta às casas, bem à noitinha, Quando se acendem constelações, Sob o silêncio das soledades Vão se chegando pelos galpões.
Ao pé do fogo falam na lida, Em fêmeas, lendas e palhegais... E aos mais jovens contam, solenes, Feitos heróicos dos ancestrais.
E, assim unidos, rumbeando sonhos, Cernes crioulas da mesma clã... Bombachas largas, querência e botas, Repontam notas para os amanhãs