Alma em Verso
Poesia

Taquara, Lança e Balaio

Apparício Silva Rillo

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Caminham guaranis pelas estradas, trapos de gente se arrastando a pé, resto da raça dos meus Sete Povos, últimas crias do sêmem de Sepé.

Fazem balaios de taquara brava em pobres ranchos que parecem ninhos onde se abrigam aves migratórias a mendigar alguns mil réis pelos caminhos.

Quem os vê na humildade dos perdidos na senda amarga destes tempos novos, não acredita que seu braço, um dia, levantou catedrais nos Sete Povos.

Faz balaios o índio que plantava um novo mundo no império das Missões. Balaio das taquaras que eram lanças na crônica armorial das Reduções.