Prece
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A ti, meu velho querido, Joelhos no chão, ofereço, Este rústico adereço Trançado de couro cru! É uma prece de xiru Que rezo encruzando os dedos Já que não guardo segredos P’ra um amigo que nem tu.
Te foste,como outros foram P’ra o velho Pago do Além, Aonde um dia, também, Eu quero bolear a perna, E o patrão que nós governa, Que por certo é teu amigo, Há de ser Bueno comigo Aí na querência eterna!
E se não fui nem sombra Do que foste, velho santo, E uma coisa eu te garanto Sempre me orgulhei de ti. Pois contigo eu aprendi O que é honra e coração E esta xucra devoção Pelo pago onde nasci.