Poeta Triste
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Mesmo com a alma machucada Seguirei, passo a passo, meu caminho Levando no peito uma dor cristalizada No olhar, a embriaguez do teu carinho
Em noites invernais, vazias Adormeço abraçando a solidão Toques silente de melancolia No pulsar tristonho do meu coração
Há uma cálida tristeza revelada Em cada gesto, uma sombra que persiste Em sufocar no peito essa dor calada Fazendo nascer esse poeta triste
Em divagações, bebendo lonjuras Buscando a paz azul do teu olhar Navegando em mares de loucura Sou um barco de papel a naufragar
As mãos indóceis que conduzem a vida Em cada cicatriz da minha estrada Vejo teus olhos a me pedir guarida E eu caminhando em direção ao nada.