Pialo da saudade
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Meu ranchinho abandonado Lá no meio da campina Onde até mesmo a neblina parecia te enfeitar. Nas noites de lua clara Ficava ainda mais bonito O meu rancho pequenito Quanta saudade a lembrar.
Eu fico olhando as estrelas Brilhando no firmamento. Sentindo a brisa do vento Nas noites belas do pago. No pialo deste índio vago Que prendeu este índio vago. Sentado aqui tão solito Sorvendo meu mate amargo.
Me perco em divagações Bebendo a doce lembrança. E vejo a tua linda trança Presa num laço de fita. Teu lindo rosto moreno Ah! Que saudade infinita. Mas tu partiste para o céu Minha chinoca bonita.
Tu que enfeitavas meu rancho Tu que eras minha alegria. Fazendo meu dia-a-dia De plena felicidade. Do teu sonho e esperança Ficou somente a lembrança E esta imensa saudade.
As vezes olho para o céu Tentando falar contigo. Se entendes o que digo responda-me por favor. Libertando-me da dor Que ficou na tua ausência. Pra viver o nosso amor Em uma outra existência.
No suplício da saudade Vou levando a minha vida. Numa vontade incontida De rever quem amei tanto. Meu sonho cheio de pranto A emoção me domina. Adeus chinoca morena Mimosa flor da campina.