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Caramba que tenho orgulho de ser gaúcho sangue puro. Tranqueio de lombo duro e por qualquer dá cá uma palha não aprovo homem que atalha nem me acolhero com macho não sirvo pra ser capacho nem me ajunto com canalha.
Não corto volta pra touro pode estar onde estiver. Não me prendo por mulher que não se der fundamento. Desaforo, não agüento, e nem dou milho pra bode mas respeito fio de bigode que valha por documento.
Comigo é oito ou oitenta e a grito a coisa é mais feia. Me ferve o sangue na veia que nem cacimba em banhado, me paro mais entonado que pica-pau na tronquira, me arrepia a cabeleira que nem guaipeca molhado.
sou livre como o Minuano sou puro por exelência. Cabresteio, por descência, acolherado ao respeito. O que é bom já nasce feito, pois ser gaúcho é ser assim, deixo que falem de mim ser xucro não é defeito.
Me apeio junto a consciência para dizer o que sinto. Sou assim, morro e não minto pra defender o pelego quero ter paz e sossego na camperiada da vida e falar de cabeça erguida por todo o lugar que chego.
Bendigo ao Patrão eterno por ter nascido xiru e enfrentar de peito nu a minha própria consciência eu me curvo em reverência, á raça que foi modelo e por ser do mesmo pelo pertenço a mesma tropilha que abriu a primeira trilha na formação da querência.
E é por isso, peão amigo, que dou o que posso de mim, pro Rio Grande ser assim nas futuras gerações. que se aclarem as visões aparecendo outros vultos pra rezar os mesmos cultos nas catedrais dos galpões.