Alma em Verso
Poesia

Pequenas ambições de Gaucho

Romualdo Furtado

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Entre rituais de gado e de campo Levo vida assim, meio teatina Com uma alma de acalanto Pra confortar alguma china

Só quero uma vista buena Do alto de um serrilhado E uma gateada serena De bate-casco troteado

Um açude frente "as casa" Pras noites de pescarias Nas brasas queima um angico Aquecendo noites mais frias

Meu piazito brincando Com junta de boi de sabugo E eu ponteando uma guitarra Vida dura, não refugo Destas cordas à do arame Ou dando pau em matungo

Um sombrero de requinte Pra atacar qualquer mormaço Baetas, moldando ancas Touros, guaxos e potrancas Na espera do dia seguinte São coisas que se traz no laço