Peão do Rio Grande
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Sou um peão do Rio Grande pequeno ainda senhores mas já sei cantar louvores me curvar em reverência a minha amada querência sagrado chão onde eu piso lar dos meus antepassados pedaço do paraíso.
Sou livre como o minuano xucro igual o vento norte sempre acreditar na sorte foi meu pai que me ensinou semente que ele plantou dentro do meu coração amar acima de tudo o meu querido torrão.
Eu uso com muito orgulho o meu lindo pala branco eu sou um gaúcho franco gosto da sinceridade não digo meias verdades respeito e sou respeitado luto pela liberdade e as glórias do meu Estado.
As vezes arrasto a espora por uma prenda bonita e já tiro a gauchita pruma dança bem largada numa vanera marcada e num xote laranjeira não há nada que compare uma prendinha faceira.
Se for preciso cantar já saio cantando verso canto pra todo universo até onde o sol se esconde e não me pergunte onde aprendi a ser assim papai ensinou pra mim ser filho deste Rio Grande!