A Vida Não Me Ensinou
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A vida não me ensinou que a hipocrisia destrói... Que o ódio é um amor que não se constrói, E o sentimento são dores que habitam a alma; A vida não me ensinou que um amigo não se busca, Que a noite é um dia novo que se ofusca... E dorme para que a vida se torne um tanto mais calma;
A vida não em ensinou que há amores passageiros, Que se escondem para outros amores interesseiros... Vir rondar as portas de um coração, sem coração, A vida não em ensinou um verbo chamado perdoar, E que há no erro uma vontade enorme de acertar... Que muitas vezes se esconde nas mazelas da razão;
A vida não me ensinou que o tempo traz saudade, E que as lembranças do passado, as amizades... São tesouros preciosos que ao tempo se apagarão, E que apesar desse meu jeito simples e triste... Dá-me uma vontade de por o dedo em riste, E gritar para que conheçam o que é à força do perdão;
A vida não me ensinou que somos todos iguais, A dar benção para Mãe, um beijo doce no Pai... A abraçar um amigo não só na hora da partida, A vida não me ensinou a ter o aconchego da casa, Um fogão de lenha, com um fogo de brasa... E um café de chaleira borbulhando pra vida;
A vida não ensinou que rio é água de uma fonte... Que nasce “pequenina” bem lá no pé do monte, E depois se agiganta para dar vida aos homens, E que os homens são feras que matam a terra... E depois se destroem na ganância da guerra, Alimentando o poder com os olhos da fome;
A vida não me ensinou que o passado é lembrança, E que o futuro não está só nos olhos da criança... Crianças que vivem pelas ruas abandonadas. A vida não me ensinou que eu posso ajudá-las, E que a mesma mão que ao berço embala... Também as empurra para o frio das calçadas;
A vida não me ensinou tanta coisa qu’eu não sei, Que talvez se eu soubesse o tempo que já passei... Tornaria sem graça o meu jeito simples de viver, E quem sabe metido na arrogância dos que sabem tudo, Talvez eu tivesse esta ganância como escudo... Que rompe a alma e o coração de cada ser.
Por isso, hoje, não cobro o que a vida não me ensinou, Porque esse coração, que é terno e há tantos, amou, Ainda ama as coisas simples, com o seu valor... E a humildade, que o foi o berço que me embalou, Deu-me a maior lição que a vida já me ensinou... Que somos filhos de um mesmo Deus!...O Deus do amor.