Do Pampa ao Pantanal
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Vim sorrindo do meu pago, chorei estando distante, mas levei a vida avante, co’a solidão por afago. Chimarreando trago a trago sorvi credibilidade, domei a brutalidade do meu próprio ser brutal. Do Pampa ao Pantanal há distância e saudade.
Do lugar onde nasci, no sul do imenso país, trago amor pela raiz à Querência que escolhi. Embora vivendo aqui com minha felicidade Ficou lá uma metade gauchesca e bem bagual. Do Pampa ao Pantanal há distância e saudade.
Meu sonho correu lonjuras, deixou rastros encravados, no chão de ambos estados pra sorver duas culturas. Imprimiu vozes seguras de amor e fidelidade com esta brasilidade de quem possui ideal. Do Pampa ao Pantanal há distância e saudade.
Pampa é pátria eterna onde enterrei meu umbigo Pantanal, meu novo abrigo, é uma querência fraterna. Quando aqui boleei a perna com sonhos próprios da idade, quis mudar a realidade, trouxe o jeito cultural Do Pampa ao Pantanal há distância e saudade.
Amo este apego ao chão com raiz e sentimento, porém resolvi ser vento e ganhar a imensidão, hoje, entre viola e violão há uma cumplicidade forjando uma identidade de expressão sul-central. Do Pampa ao Pantanal há distância e saudade.
Ao mundo miro ansioso nesta planície sem fim e a brisa que chega em mim traz um calmante gostoso. O tempo branqueou o toso, ergueu do campo a cidade e pintou minha verdade num sonho descomunal. Do Pampa ao Pantanal há distância e saudade.
Pantanal da natureza, das tropas e alagados, destes meus olhos molhados pelo pranto da incerteza Terra em que brota riqueza com frutos de liberdade, da flora em quantidade e fauna excepcional. Do Pampa ao Pantanal há distância e saudade.
Brasileiro sim senhor, orgulho de rio-grandense porém sul-matogrossense a prole é linda qual flor, mestiça essência do amor, integradora unidade, contrapondo a dubiedade de um anseio espiritual. Do Pampa ao Pantanal há distância e saudad
e.