Patria nas Veias
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De lenção bem colorado Garrei as crinas do vento Cravei esporas no tempo E galopei pro futuro Dei de relho no escuro Tapeei o chapéu pro sul Olhei bem pro céu azul Corcoveou meu coração A minha estância de ilusão Hoje amarga minha saudade No centro dessa cidade Moendo minha solidão!
Eu trago pátria nas veias Sangue que herdei de meus pais, E por mais caminhos que ande Não a perderei jamais!
De tanto encurtar distâncias Atravessei horizontes Voltei aos tempos de ontem De xucras domas e tropeadas Domingos de carreiradas gauchadas, parcerias, Uma purinha na pulperia Heranças de um tempo guri E somente agora compreendi Que o chão terrunho não tem luxo E eu nasci pra ser gaúcho E meu lugar e aqui!