Alma em Verso
Poesia

Passos Vacilantes

Luiz Menezes

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Lembras-te amor o quanto era bonito Aquele tempo de ternura imensa, A desfolhar nós dois a mesma crença A sufocar nós dois o mesmo grito?

Olhar perdido dentro do infinito Sem compreender que houvesse desavença, Naquele tempo de ternura imensa Lembras-te amor o quanto era bonito?

Sei que não lembras porém não importa. Grita em minh’alma uma esperança morta Em holocausto aqueles tempos idos...

E hoje que andamos passos vacilantes, Vamos deixando mais e mais distantes Tempos felizes por nós dois vividos.