Para Moça Rosa
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A noite traz a querência na insônia e na solidão. Rosa que o povo chamava Rosinha, mocinha linda, mais que menina, mocinha, menos que rosa, botão.
Corre o arroio de campo pelas canhadas da insônia: delgado flete de prata a galopar na paisagem com águas vivas no pêlo, rufando claros apelos para a impossível viagem.
Jamais voltar. Mão de raiva cerrou-lhe a porta do rancho e abriu-lhe o engano da vida. Rosinha desperançada, o pai lhe grita: - Perdida! e a mãe compreende: - Coitada...
A noite traz a querência no fundo gemer na gaita doendo no coração. O impossível perdão, o andando que não desanda, Rosa plena machucada morrendo de mão em mão.