Pampeana
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Linda flor, mulher gaúcha, Gaúcha flor, tão mimosa. Desse perfume de rosas Que exala pelos galpões, Gineteio as emoções, Fitando este rosto teu Quando estes teus olhos verdes Ficam pousando nos meus.
Fico sem fala, te juro, Quando sorris deste jeito, No galope do meu peito Entre mil divagações Em meio a tantas razões De meiguice e de beleza No trono da natureza Escravizas corações.
Cabelos de noite escura Olhos feitos da campina. A tua voz cristalina, Que me fascina e encanta, Com esse jeitinho de santa Sorrindo assim com ternura, Não gosto de seiva pura Quando a manhã se levanta.
Todo o encanto e brejeirice Que esse teu olhar contém Não se compara a nimguém Esse teu jeito de ser É um jardim a florescer Nesse rostinho moreno, Com respingos de sereno Brilhando no alvorecer.
Herdaste a força de Bento E a coragem de Anita, Tornado-te mais bonita, Nesta mistura de raças, Levando por onde passas Esta beleza aragana És, a musa pampeana, És, a gaúcha lindaça.
O teu olhar tem um “quê” De não sei “quê” que me fascina Esse riso, doce menina, Põe asas na imaginação. No potro xucro do meu coração Puseste um freio, e de mansinho, Fui domado pela força do carinho Da flor mais bela deste meu rincão.
É por isso, pampeana, Que te faço esta homenagem. És, a mais bela paisagem, Que contemplo enternecido Nas rendas do teu vestido A enfeitar os galpões Embalar as tradições Deste Rio Grande querido.
Esse vestido de chita Tua beleza realça. Engrandecendo esta raça Que brilha onde quer que ande A tua fama se expande Rainha do pago sul Mais linda, que o céu azul. Estampa do meu Rio Grande.