Origens
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Se me perguntam, respondo, venho da terra jesuíta, sou daqueles que acredita que o mundo velho é redondo, sou gaúcho e não escondo, do meu orgulho de sê-lo; mistura de terra e pelo, misto de touro e de potro que não podem fazer outro, porque extraviou-se o modelo!
Vou chegando e desencilho, no sentido figurado, neste pago iluminado, como cantor andarilho, podem me tratar de filho, de pai, de amigo, de irmão, sempre é a mesma gratidão do gaúcho abarbarado que um dia foi batizados na catedral de um galpão.
E se não tenho canudo, anel de grau de doutor, me diplomei payador, gaúcho acima de tudo, no plenário macanudo da primeira faculdade; na velha Universidade do pampa, o meu universo, e fiz o primeiro verso pra rimar com liberdade!
Quem me chama copiador de gaúcho castelhano, esquece que sou pampeano, graças a Nosso Senhor e a alma do payador, não se curva a nenhum trono, sempre fui meu próprio dono, noverso e no improviso e por isso não preciso de usar o papel carbono.
Quem se declara inimigo das coisas do nativismo, não deve ter o cinismo de procurar nosso abrigo, nem presente, nem antigo, pra que nada se confunda, há o perigo de uma tunda, pra não ser mal-ensinado que todo o piá malcriado leva um planchaço na bunda.
Os que gostam de baiões de xaxados ou de roques, ou preferem outros toques alheios as tradições, procurem outros fogões, com rumba, com suingue e conga, porque ali , o chão se prolonga no velho pampa bravio, vala, vaneira, bugio, schotis, rancheira e milonga!