Negada
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Tentiei o nó da macega, Onde amarrei o sotreta. Voltando, vi a carreta Desenhada contra o sangue Da tarde do meu Rio Grande Que morria na tristeza... Nunca vi tanta beleza, Num quadro, pintada assim Vi, babujando o capim, A boiada que pastava. E, quando mais me achegava, Mais longe estava de mim.
Vendo essa tarde tristonha, Fui chimarreando a vergonha, A pensar: ela não veio... Virgem do céu, como é feio Chegar num rancho tapera, Pensando que a china espera Pra fazer a carreteada E ver que a maula assanhada Se alçara com outro quera.
Plantei-me, então, a cismar, Dando nós no pensamento. Mas, pra que tanto tormento, Se ficou, inda, comigo, Esse cusco, meu amigo, Que me acompanha a “lo léu”; Que todo refestelado, Veio deitar-se a meu lado, Nas rodilhas do sóveu.
Mas fiquei pensando sempre, Vendo o corote e a trempe, Onde fervia a panela... Mas, ao ver o lenço dela Amarradito num fueiro, O coração caborteiro, Pulava, pedindo a “paga”!!! Sem querer, palmiei a adaga, Nas ânsias dum entrevero.
Xô-mico, não vale a pena Se pelear por uma china. Como fogo de faxina, Pouco dura o seu carinho. Vou seguindo o meu caminho, Na trilha da carreteada: Acendo a braza apagada, No pouso do meu rincão, Pra que a lâmpada votiva Permaneça sempre viva, No altar da tradição.