Melanas
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Quando os índios e suas melenas Galopavam pelo pago A nossa pampa era livre O vento teu companheiro Companheiro de ventos livres Missioneiro, meu amigo! Como os ventos o são!
Tu tens a sinceridade Guardada dentro da alma Pois és puro como a pampa Que um dia nos pariu Livre como as correntes dos rios Como ventos, quentes e frios Deste Rio Grande abençoado.
Eu sei meu amigo Cabeleira Eu sei meu vento amigo Que já não vemos mais melenas Nestas terras, nestes pagos É por isso que converso com os ventos E contigo Cabeleira Pois te digo e não repito!
És o poeta xucro e te entendo O que muitos não estão sabendo A entender a alma da pampa Que tu trazes na estampa E dentro do coração Tu és a raça gaúcha E bem sei, somos Irmãos.