Num Fundo de Campo Santo
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No fundo do cemitério Onde o mato está crescido Num olhar quase perdido Leio um “descanse em paz” E então penso: aqui jaz Um dos tantos esquecidos
O tempo passou depressa Se foram seus descendentes Extinguiu-se a semente De uma nova geração Pra lembrar em oração Desse triste indigente
Pelo mato engolida Com a letra quase apagada A sepultura quebrada Juntamente com seu dono Repousa no abandono Quase, quase olvidada
Ninguém mais vem visitar Nem trazer-lhe uma flor Não tem ali o calor De vela queimando calma Para iluminar a alma Desse pobre sofredor
Por isso que com meu verso Simples, sem muito encanto Em forma de acalanto Homenageio comovida Toda alma esquecida Num fundo de campo santo