Tradução da Arte
Odeio ter que me traduzir, gosto da minha forma natural toda artística e poética.
As mãos sujas de tinta, os pés sujos de dança, a cabeça de poesias, respirando música.
Odeio ter que me traduzir, tenho meu próprio idioma todo artístico e poético.
Viro noites escrevendo histórias, imaginando-me em outros universos pensando em como seria, se eu não fosse quem eu sou.
E mergulho no universo na espiral do faz de conta caminhando pelos sonhos de um tempo que despertou.
E na linguagem da poesia tão latente e tão bonita, eu alcanço mais uma estrela que me entende e me completa.
Odeio ter que me traduzir, num esforço derradeiro porque na essência de um poema eu ressurjo por inteiro.