Patria do Sul
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Eu tenho uma Pátria que é minha, guiada por cinco estrelas que não me canso de vê-las formando o Cruzeiro do Sul. Minha Pátria verde e azul, tem como diferenças ser mais humana e cristã.
No chimarrão da manhã e na tertúlia ao pé-do-fogo, se ensina respeito e amor. Do ancestral changador me vem esse telurismo e do índio o nativismo, que canto nesta canção.
Descubro no puxirão quanto vale a mão amiga. E que o trabalho é a porta da dignidade do homem. Trago já no sobrenome da minha raça charrua um pedacinho da lua e as sete braças do sol. Unindo a enxada e o anzol, o laço e o saraquá, sigo batendo o manguá e cuidando da bicharada. Levanto de madrugada sem hora pra me deitar.
Da Cordilheira até o mar, escuto este berro de touro. E cavalgo num pingo mouro enquanto me crescem os piás. Maior que a guerra e a paz, nunca neguei minha raça.
Quanto maior a mordaça, maior é o tamanho da luta. E na Pampa absoluta, minha raiz sepultura, vou fazendo a semeadura dessas sementes crioulas.
E por ser da minha escolha, tenho aqui uma prenda linda, chinoca de muita virtude. E se não me falta a saúde, grito logo a independência desta sulina querência chamada Cruzeiro do Sul.