Galpao
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Velho galpão és o santuário do gaúcho Como o mais firme palanque de emoções. Tu representas toda a fibra de uma raça Que se tempera nos brasedos dos fogões.
Velho galpão onde o porongo amorenado No hospitaleiro ritual de mão em mão, Leva esse mate amargo e verde acolherado No simbolismo de um abraço a um irmão.
Velho galpão que só entristece à tardezinha Quando a viola vem chorando e se avizinha Desse silêncio que se apeia pra escutar...
É nessa hora que a saudade manoteia... No coração rude do guasca há uma peleia: Uma vontade em ver a china...E lá ficar.