Divagação
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Oh rudes varais da vida! Velha porteira dos sonhos Que aprisionaram meus cantos No potreiro do luar... Namoro a estrada poeirenta, Ouço violões na distância, Mas estes varais da vida Dizem que é tarde demais.
Oh luar, estrada, versos Irmãos dos dias sem cor. Sempre uma canção de amor Buscando fugir de mim. Por isso somos assim Ébrios e apaixonados Luar, estrada, irmanados Neste destino de andar.
Luar, estrada que um dia No meu sonho fantasia Eu pintei de serenata Com o sereno dos bordões. Hoje este silêncio amargo Dá-me a cor de outra razão: Sinto falta da canção Que escrevi não sei pra quem.
No candeeiro do luar Que vem alumiar a noite, Sinto frio, sinto o açoite Do verso que fiz, doer... E olhando assim para o nada Ouço um resto de oração. Ou será meu coração Que parou sem eu saber?