DO CANTO RUDE DOS LOUCOS
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Luzeiros de mil candeeiros se apagaram nos olhos como um legado proscrito, no estro da cantilena de um notívago solito.
Pra que ver, agora? Se a minha estrada é sem rumo em noite escura igual breu. Pra que ouvir, agora? Se há vozes compadritas cuspindo palavras doidas no canto de pobres vagos cismarentos como eu. Pra que falar, agora? Se em vão tenho gritado elegias de ternuras, que se perdem na lonjura num mote insano e malgrado.
Pra que ouvir, agora? Se mesmo sem ver avisto no auge das ilusões, refletir em aramados em porteiras e moirões, imagens que não entendo que não creio mesmo vendo, minha própria alma sofrendo em prosaicas orações.
Pra que ouvir, agora? Se sem escutar eu ouço, recitais de romanceiros no templo de algum galpão; ...onde quando alguém ri, todos riem... ... onde quando alguem canta, se escuta... Mas se alguém cantar triste motivos que lhe convém, todo mundo se acabrunha ensimesmados também...
Sim são eles!! Precursores da loucura, hoje sombras recorrentes são fantasmas renascentes nos arrebóis da cultura.
A noite tranqueando trevas descambou na madrugada e o Pago inteiro dormiu na vastidão das canhadas... Vou preludiar a aurora com atávicas seletas, pra que o Rio Grande desperte na garganta dos poetas!!