A Riqueza das Águas
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A água borbulha na vertente Quando é pura e cristalina, Que nasce do ventre da terra, Como se fosse coisa divina.
Água que alimenta a raiz Mata a sede dos vivos, a chuva verdeja os campos, e florece os matos nativos.
Água que desce das nuvens Carregada por xucros ventos, Água que faz enchente e alaga, Doce ou salgada traz o sustento.
Água da chuva que és sagrada Que alimenta com igualdade, Que mata a sede quente ou gelada, A riqueza que se tem a vontade!