Eternidade
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No outro extremo da vida A alma livre passeia, Nas noites de lua cheia Sentada a beira do lago, Poder sentir o afago Do sopro do minuano, E livre dos desenganos A alma pode voar Sem correntes, sem algemas, Livre de todas as penas Que sofri por te amar.
Terei toda a imensidão, Não sentirei solidão, Terei enfim, o descanso, E na calma do remanso Ficarei a balançar, Naquele frágil barquinho Que fiz com um pedacinho Do azul do teu olhar.
Terei asas, e voarei, Junto com a passarada Serei então na alvorada Mais um pássaro a cantar, E para te despertar, Virei num raio de sol, Colorindo o arrebol, E te envolver num abraço Para seguir os teus passos Serei raio de luar.
E livre desta gaiola, De egoísmo e preconceito Terei então o direito De esperar e te querer, Todo o amor te oferecer Florindo a eterna alegria. Pois saberei, qualquer dia, Viajarás para o espaço, Para pousar nos meus braços Num eterno amanhecer.
E lá, no reino infinito, Vestindo azul mais bonito Mais uma estrela, serei, E assim te seguirei Na plenitude sem fim. E quando olhares pra mim Verás o amor que plantei. Se uma lágrima rolar Caindo do teu olhar Foi saudade, que eu deixei.