Sala de Rancho
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Uma sala de rancho Encanta os olhos meus...
As florzinhas do campo vivendo no vaso singelo, lê deixando no espaço... em repouso... o matiz amarelo do sol...
Que floresce na porta do rancho e amorna os elementos da sala...
Uma sala de rancho Guarda a mesa vestida Com toalha bordada Por mãos de varanda...
Cadeiras de palha Escutam os corpos... Chapéus de trabalho e longas conversas que falam de tempo, que falam de chuva, que falam se estio... e longas colheitas!...
Ali... na parede rubra... o retrato sem muldura estampado sorrisos de mortos e vivos!...
Um cabide silente e servil... Um pano branco falando de asseio, com letras bordadas... E a porta que se escancara para céu das estradas!...
Uma sala de rancho Saúda o sempre beija-flor... Alado profeta de boas-novas... Pairando a carícia do gesto... Tremeluzindo as asas no frenesi da vida...
Uma sala de rancho Abre a janela com gosto... Sofre no vento de agosto... Arde no sol de dezembro... Olha as flores de setembro e o limiar do sol posto.
Uma sala de rancho é a ternura viva que as criaturas suadas do campo criam e recriam... Arrumam e rearrumam na lida constante que ao sol inicia.
Uma sala de rancho revela-se por inteiro no courito de terneiro vestindo a nudez do piso de chão...
Simples como deve ser o coração dos homens de arranha-céu...