O Menino Poeta
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Este menino poeta De lenço, bombacha e bota Que dentro da idéia brota A poesia mais baguala No ombro penduro o pala E saio a procurar a festa Quebro meu chapéu na testa E entro pra dentro da sala.
Essas pilchas que hoje eu uso Meu pai me deu de presente Êta que eu fiquei contente Quase chorei de alegria Eu senti naquele dia No meu coração menino Brotar no pampa sulino Minhas Rimas, versos e poesias.
É por isso que hoje eu falo Mais nesse Rio Grande adorado É que as coisas do passado Que dentro do peito sai E as coisas que hoje vai Olho no verde pampa Notem bem em minha estampa Puxei por meu velho pai.
Este menino poeta Este poeta menino Hei de seguir o meu destino Até o fim de minha existência E se um dia eu sentir ausência Do pago que amo tanto Hei de dizer em cada canto Como te amo, querência.