Alma em Verso
Poesia

Mate Amargo

Jayme Caetano Braun

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com água da sanga, de erva mansa curada em barrica; como eu gosto, do gosto que fica, de araçá, cabriúva e pitanga.

Sonho verde, com lua redonda, no ritual do carijo ervateiro, tu secaste, ao calor do braseiro, aquecendo romances de ronda.

Batovi dos ervais, barbaquás, com secagem - sapeco e cancheio no resmungo ancestral do mateio ao teu ronco há um bater de manguás.

Nas cambonas de tropa e de pampa, nas chaleiras da estância e do povo, sem morrer, tu nasceste de novo, nas garrafas que giram a tampa.

Mesmo assim, mate amargo, és tão doce, nessa cuia de seio moreno, porque o mundo ficou tão pequeno, e o teu gosto fraterno agrandou-se.