Poesia
É a arte contemplada na solidez da palavra... ...é a solidão habitada pelo silêncio, e mais nada.
É a ilusão desdobrada pela matéria inerte... ...é o instinto que reverte a intuição condensada.
Em ti me encontro poesia, na arte que hora explico... ...e a qual me identifico num clamor de nostalgia.
É a vida que principia e não tem ponto final, num ciclo transcendental onde a Alma se apropria.
Poesia... És cíclica como a vida, feito tudo neste mundo... ...sanga de sonhos profundos que corre em rasa guarida.
...mas de sina desprendida da vertente que brotou e que jamais cicatrizou as dores de sua partida.
Assim transcrevo meu rastro e me refaço no verso, na trança que me alicerço nos tentos fortes do laço.
Com a palavra eu renasço e com a rima me espelho encilhando o tempo velho no batismo do meu basto.
Pela extensão que delimita minhas vaqueanas visões, de metafóricas traduções na plenitude da escrita, resplandece a sina proscrita imposta a voz destes ventos orquestrando os sentimentos de indagação infinita.
Vaidades que repudio no ego que contrario aos meus olhos abstratos. Remalho o laço que espicho desprovido dos caprichos que se moldam nos retratos. São lentes e holofotes focados nos cirigotes de ostensivo sobre salto. É a poesia destes tantos que entablam os seus cantos pra desfilarem num palco.
É a diminuta altivez despilchada de essência, inflada de incoerência depravada na insensatez... Concedida na luxuria de perjura repudiada poeticamente deturpada abortada na escassez.
É os dois lados da moeda no mesmo espaço de tempo, em valores e sentimentos lapidados no metal... É o orgulho e a humildade com a mentira e a verdade que só a autenticidade define o bem e o mal.
Poesia... Não se mede nem se pesa, és apenas contemplativa... ...por isso minha poesia tens a forma intuitiva de ser tudo em tão pouco... é a luz para escuridão... ... é a fome, para o pão ... é a terra, para o grão ... é a lucidez, para um louco...