Dos Valores da Alma
Qual é o ponto de partida? A morte ou o nascimento...? Parei pensar um momento Nestes mistérios da vida... E encontrei dividida Minhas respostas incertas. São duas portas abertas Que se fecham num instante, Porém o mais importante É saber que as duas são certas... “Vejo valores inversos! Ou seriam invertidos...? Não sei bem qual o sentido Da matéria do universo... Talvez por isso em meu verso Busque o significado Do que é certo e errado Do que é torto e direito... Valor...!não é um conceito Valor...! pra mim é um legado!” Eu insisto nos valores... ...Mas sou apenas mais um, Que vê o senso comum Diplomar falsos doutores... Porém não guardo rancores Muito menos me condeno Pois tenho o contra veneno Pra tudo quanto é peçonha... ...Trago na cara a vergonha E o olhar sempre sereno...
Consiste a perenidade De sempre andar e seguir, Na sina de evoluir Para o bem da humanidade. Se este mundo de igualdade Tão falado nas poesias, São apenas utopias De platônicas paixões... Eu confesso aos meus fogões As amargas profecias.
E mesmo assim acredito No valor que vem de dentro E ao versejar me concentro Num manancial infinito E a cada verso escrito Chega uma nova mensagem Nos dando força e coragem Para buscar lá no fundo E entender que este mundo É uma casa de passagem.
De que adianta convenções Que as sociedades inventam Se os valores se alimentam No seio dos corações De que adianta orações Todo dia toda hora Se não chega ao pai que chora Nem tão pouco a mãe aflita Só são palavras bonitas Ditas da boca pra fora
Todo dia o mundo finda, Todo dia ele começa... A vida passa de pressa E mesmo na pressa é linda... Feita de idas e vindas... De chegadas e partidas... Nossos sonhos dão guarida Para as razões de assim ser E aprendemos a viver Compreendendo as despedidas.
Já nascemos sabedouros Que um dia partiremos E que um dia secaremos A água do bebedouro... Por isso que o meu tesouro Esta na simplicidade, Na valia da amizade, Onde o ouro da matéria São resquícios de miséria Para os ricos de vaidade...
Destes ares que respiro. Olho pra dentro e reviro Minhas vaqueanas quietudes E avisto as atitudes Dos atos mais verdadeiros Consentindo que o dinheiro Não compra nossas virtudes.
Muda pouco o quase nada Ao passo que o tempo passa Mas meu verso se adelgaça E bota sorte clavada, Deixando marcas na estrada Deste plano passageiro, “-Os últimos serão primeiros-“ Diz a sagrada escritura! Como saber a essa altura Qual é falso ou verdadeiro?
Por isso é que não entendo Tanta atitude maleva Se daqui nada se leva E pra morte não há remendo Critico mas não ofendo Quando protesto cantando Sei o caminho onde ando E morrerão meus ideais Se um dia eu não puder mais Fazer meu verso opinando.