CTG chaleira Preta
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No ano de 84, Foi fundada esta entidade. Com suor, força e vontade. Pegaram junto à peonada Gente de mão calejada Levantaram este galpão. Com amor e tradição, Que foi feita esta empreitada.
Onde fica este galpão? É preciso que eu fale: É na Morada do Vale Trajetória de carreta CTG Chaleira Preta, Fincada numa coxilha Como um herói farroupilha, Com fuzil e baioneta.
É um CTG de respeito, Organizado e sem luxo. Onde a prenda e o gaúcho, Se sentem bem á vontade, Da grande hospitalidade, Que a patronagem oferece, Pra quem aqui aparece Visitando a entidade.
Nos fundos do CTG Tem o galpão da campeira Onde a cuia e a chaleira Andam sempre acolherada. De mão em mão da peonada. A água está sempre quente. Que aquece a alma da gente, Entre causos e risadas.
Galpão feito de madeira De telha e chão batido. Mas este sempre varrido Pelo Antônio o tratador. Homem de muito valor De confiança e muito sério. É de São Chico, o gaudério. Peão de estância e domador.
Na entrada tem o fogão, Onde se aquenta a chaleira. Logo adiante as cocheiras Que guardam os pingos da encilha. Isto é uma maravilha Pros olhos do andarilho. Mouros, gateados e rosilhos, Cavalos desta quadrilha.
Rodeio e festa campeira Igual a este não tem. É tanta gente que vem, Que até falta espaço. Provas de rédeas e de laço. Da cadeira e estafeta. Aqui no Chaleira Preta, Cada peão é um amigaço.
Através do verso simples. Mando o meu abraço. CTG velho buenacho, Que resgata a tradição. No calor do teu fogão, Que aquece o frio da manhã, Tapado de picumã Enraizado no chão.