Fogo Morto
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A noite nasceu agora do ventre deste luar e eu morri no fogo-morto que foi luz em teu olhar.
A carretear meus fantasmas volto ao pesqueiro onde jaz este borralho apagado vestido em cinzas e paz.
Junto gravetos perdidos à sombra do antigo "porto" e evoco chamas de ausência ao lado do fogo-morto.
O vento venta nas chamas, faz sarandear sarandis e eu incinero lembranças neste foguito que fiz...