Flor de China
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Cor de cuia mui costeada... Garrão fino e anca roliça. Olhar negro que enfeitiça E derruba o taura cristão! Não sei por que o coração Me estala ao lembrar de ti, Pois desde quando te vi Fiquei de rédeas no chão!
Tranças negras como a noite, De sensuais lábios polpudos! Arfando os peitos carnudos Andar da fêmea no cio! Volupiando o corpo esguio Me pialaste sobrelombo, Sem saber que neste tombo Domaste um potro bravio!
Rosto mimoso, corado, Sempre ensaiando um sorriso. Te juro...se for preciso, Eu morro trançando ferro; O amor que no peito encerro Para a pendenga me arrasta, Touro garraio não pasta Nem escarva terra onde berro!
Não sei por que chinoquinha Que eu sendo um venta-rasgada - Depois de tantas jardeadas Fui perder no partidor; O flete lindo do amor Arrancou mordendo a fita, E te entreguei - prenda bonita - Minhas garras de domador! E as vezes fico pensando; Como é engraçada esta vida... Tu tão nobre - tão - querida E eu - um cara-torta e andejo! não sei que estranho desejo Neste cambicho de china, Talvez o mel ou a resina... Ao dar-te o primeiro beijo!