Alma em Verso
Poesia

Faxina

Antônio Augusto Ferreira

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Eu hoje estou de faxina, vou varrer a casa, escancarar portas e janelas para que entre o sol. É chegada a hora de virar gavetas, abrir a alma, destrancar a vida, e depois, calmamente, ir devolvendo as peças necessárias. Os tabus são pássaros de gaiola, não conseguem viver em liberdade. Tanta coisa boa do lado de fora e eu aqui dentro, encarcerado. Eu hoje estou de faxina, vou expor ao sol umas coisas escondidas pra que se defrontem com a luz. Hoje me bastam coisas simples, umas roupas sem compromisso e algumas flores. Vou conseguir descomplicar meu mundo. Qualquer caminho é bom, com meu sorriso e uma canção de amor.