Farroupilha
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Nós não louvamos a guerra cantamos a hombridade, a ânsia de liberdade e o puro amor pela terra. A guerra na paz se encerra e o gaúcho se convence que o país ao qual pertence é a pátria grande, o Brasil, mas temos nosso perfil com orgulho rio-grandense.
Nós somos o Brasil sul da união federativa, temos a alma nativa igual a do conesul. Somos porta ao mercosul para a nação brasileira. Temos a alma guerreira porque assim o país quis sangramos pelo país pra defender a fronteira
Não retalham nosso pala isto já é evidente. Somos povo diferente no cantar, no ser, na fala. Somos a estirpe baguala forjada na valentia, mas trazemos hoje em dia mesmos traumas, mesmos carmas: ontem pegamos nas armas hoje fazemos poesia.
São séculos de abandono preconceito e menosprezo isolamento e desprezo por inquilinos do trono. O Rio Grande tem dono, este povo de raiz que honra a tudo que diz, mas o Brasil não entende porque o sul não se vende como vende-se o país.
Respeitamos a nação, a riqueza, o território e este povo notório, um a um como irmão, mas queremos compreensão e igualdade pro Estado que é meio acastelhanado no entanto é brasileiro e aqui fez pátria primeiro, dando ao Brasil um legado.
Que Neto e seu intento Sejam memória ao Seival, Preservando o ideal De Gomes Jardim e Bento Que haja sempre o sentimento Da velha honra de luta Dos tauras que em reculuta nos deram a tricolor cantemos o nosso amor azar de quem não escuta.
Nós somos os descendentes destes honrados farrapos, por isso nascemos guapos, brasileiros diferentes, somos gaúchos conscientes dos seus ideais e planos e dos valores pampianos: canto, poesia e pajada e a cultura entrincheirada contra invasores tiranos.
Não festejamos morte que pintou de sangue o chão louvamos a retidão de nossa indiada forte. Sejamos de sul a norte irmãos e não só ouvinte que cada gaúcho pinte a cultura soberana. Cantemos esta semana Farroupilha, o dia vinte.