Alvorada na Lagoa
No colo da Deusa a pérola mora... E ora no povo palpita a esperança. E até a criança se ri, já não chora! E o vento navega na própria lembrança...
Ó navegadores, do mar inventores, Atores da vida senhores do espaço, O braço que rema já não sente dores, É duro, mas terno na hora do abraço.
Braço navegante busca novo mundo Vagabundo sonho, delírio à toa... É boa a certeza, no sonho profundo, No fundo do sonho emerge a lagoa!
Lagoa dos Patos, dos sonhos, da vida, Querida paisagem, serena certeza, A tua beleza reflete em nobreza Dos navegadores, a terra querida.
Ó água tão doce, bendita, sagrada, A tua alvorada reduz inocência... Serás dos teus filhos, a mãe sempre amada Reverenciada na doce querência.