Entre a lida e a Saudade
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Entre a lida e a saudade horas se fazem cansaço, onde ampulhetas de aço - areias pelas esporas - contam o tempo em sogaços pelos roteiros da história...
Tempo... Galope de um momento, que esbarra, e se faz tormento entre a lida e a saudade.
Espora... Girar que conta as horas chorando pelas demoras entre a lida e a saudade.
Entre a lida e a saudade um laço voa e se estende, vibra teso quando prende, ( na fração de um estalo) o peito cinchado entende que a lembrança dá outro pealo.
Tempo... atropelo contra o vento, que pecha, e roda em lamento entre a lida e a saudade.
Espora... Ponteiros que saltam fora querendo o amanhã agora entre a lida e a saudade.
Há vida pelas taperas entre a lida e a saudade; Onde a flor da mocidade veste de gala o antigo, desdenhando da verdade que o tempo não é amigo.
Tempo... São astros em movimento que se apresilham em tentos entre a lida e a saudade.
Espora... Cantar que leva embora o tempo que se degola entre a lida e a saudade.
Há morte pelas esperas entre a lida e a saudade; Onde a mão da divindade carneia uma ou outra rês, enquanto o punhal da idade desenha sulcos na tez.
Vara o tempo em desatino o vau comprido da vida entre a lida e as esporas...,
Risca a espora em sofrenaços o coração em pedaços entre a saudade e as horas.