ementario da cruz de quadtro braços
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E está (a estranhos, para ver) nos catálogos da empáfia comunal proclamando a fonte esconsa de onde veio o relincho do potro o mugido do boi EMENTÁRIO DA CRUZ o canto das esporas DE QUATRO BRAÇOS a carreta de arrobas a estância e a lavoura Está presa na terra - árvore de pedra. - essa herança que escreve a crônica de dantes Está solta no espaço das cidades com nomes igrejeiros - pássaro. para o raro milagre de ensinar de que rumo e com que remos E está na encruzilhada chegou o "pueblo" vestido de batinas dos caminhos de argila roxa breviário e terços de contas que apontam para as torres das Sete Cidades e boleadeiras e lanças de taquara onde ouvidos cavados pelo tempo e panos de algodão resguardam rezacantos em latim sonando como bronzes * nesses longes. Está presa na terra E está no signo das manhãs acontecidas: - árvore de pedra. Está solta no espaço nos monumentos de praça - pássaro. nos brasões de armas Ninguém sabe no pano das bandeiras hasteadas (ou quem?) que tremulam aos ventos de de onde veio esta cruz / três séculos redondos. para as Sete Missões, nem por que rota de mar ou continente nem em que pedra de reino de Coroa
84 85 - foi talhada e quando e até quando em século e milênio?) esta Cruz de quatro braços superpostos em memória de tempo. com desenhos de mãos mutiladas dos dedos crescendo nos extremos como punhos cerrados De um chão muito velho em São Lourenço (um livro conta) (Ódio ou força?) surdiu a cruz a uma cava de enxadas Ali Olhai: - glória ressuscitada em dia de Ascensão. Está presa na terra Depois - árvore de pedra. em São Miguel Está solta no espaço a capital - pássaro. - planta sem clorofila replantada * a passos longos da alta frontaria Os que tiveram os umbigos placentários do Templo derribado imersos para morrer sobre as cinzas das traves que ruíram sob o pasto do chão dos Sete Povos (Siete Pueblos, ao peso das labaredas de incêndio Reduções, numa data de abandono e arrasamento. Missões dos santos padres) Estática. carregam esta Cruz em símbolos de ouro, Punhal de ponta ferro, lenho ou couro, como um lunar de origem sobre o peito. em breve de horizonte furando águas de chuva luz e gris, Ou sob a pele do peito tem o resguardo rnítico dos olhos - íntimo desenho, marca de fogo no avesso dos santos de madeira em panos de barroco que espiam das vidraças do Museu. Ida epiderme.
Ali Para o abraço a termo duplo Ia quem amam, (severa como a tônica do ali a constrição sobreposta Ipara o ódio. 86 87