Saudação
Senhores, aqui me têm, sou “Prenda” de CTG. Talvez, eu não sei por quê, lhes cause isto surpresa porém, em poucas palavras, explico toda razão e todos compreenderão meu falar, tenho certeza.
Pequenita, vi um dia o meu pai vestir bombacha. Como muitos também acham, eu achei graça também. E ri do velho coitado, que depois de me fitar, convidou-me pra prosiar e que prosa, lembro bem...
Sério, mas sem rancor, com os olhos marejando, o meu pai foi me falando no seu linguajar campeiro: “Quando um dia tu, enfim, perderes esse retovo desse viver, desse povo que nunca sai da cidade, vais ver o que representa esta figura, guria na nossa soberania de gaúcho brasileiro.
Foi aqui nestes confins, segundo canta a história, que o filho de um tal Sepé deram exemplos de coragem. Sentindo o puro ardor para provar o amor de um povo por sua terra. E nos entreveros de guerra cheios de crença e de fé verterem lágrimas e sangue, numa bravura pujante, Pra o Brasil ser mais gigante do gigante que já é.
E do passado, até agora, o exemplo frutifica porque filha, só nos fica na alma e no coração aquilo que a gente faz com coragem e honradez e foi assim que se fez os marcos da tradição.
Por isso guarda respeito por esta veste campeira e sejas sempre a primeira a respeitar a querência! não zombes, nunca guria desta minha vestimenta, por que ela representa tua própria descendência.
Desde então me entrosei na luta da tradição. E tenho no coração este orgulho que se expande. De ser moça brasileira e por ter, enfim, nascido neste recanto querido que é o meu lindo Rio Grande.