Juvêncio, Meu Peão Campeiro
Tem na alma a tradição. Quando vai numa festança O Juvêncio pula e dança Que parece um gurizão.
Foi ele quem me ensinou A bailar uma avaneira, O chote e a rancheira E todas as danças, enfim. As vezes fico abismada Pois não posso entender Como é que pode ser Do Juvêncio ser assim.
Nasceu e cresceu na cidade, Neste tempo modernista, Mas se fez tradicionalista Com tamanha devoção, E encara o nativismo Com tanto amor e respeito Que parece que foi feito Para ser mesmo um peão.
Um peão de crença nativa Que neste Estado altaneiro É o orgulho verdadeiro De quem ama a sua terra. De quem traz a descendência Doa que agüentaram repuxos Para serem sempre gaúchos Quer na paz e quer na guerra.
Como eu amo o Juvêncio, Não só por ser um campeiro Mas por ser um cavalheiro Respeitador e leal. Como mulher acredito Que não pode dar tristeza O homem que com nobreza Ama tanto um ideal.
Esse Juvêncio que eu falo É toda essa juventude Que descobriu a virtude Desta nossa tradição. Juvêncio, Mário, Antônio, O João, o Paulo ou quem seja, É a raça que viceja Nesta nova geração!