Descaminhos
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Nesses arrimos de iguais caminhos, por entre diferentes semblantes, vão perambulando os dias...
Os passos apressados e sem rumo, vão contornando os destinos, vão quebrando as esquinas dessas vilas, dessas vidas...
Uns vêm, ... outros vão, ... E perdem-se nas alamedas.
Estão se despilchando do simples, perdidos entre corpos desconhecidos e estranhas faces.
Vêm curvados na carcaça esguia e judiada, que há tempos buscam fortalecer.
Neles, a solidão e o descaso buscam o encontro de contra-passo as origens.
Vão se distanciando aos poucos. Vai se perdendo a luz dos trilhos que trilham... Vão buscando infinitos perdidos em si.
Nem sequer se tocam, não estendem a mão como dantes. Não sentem o calor de outrem. Não despertam ao amanhecer, pelo dia sucumbem à vida e na noite são esquecidos nos cordões dessas frias calçadas.
Jõaos, Marias, Pedros e outros tantos, perdidos no paraíso da procura, que na frieza dos instantes, nada encontram e na loucura vão se debruçar.
Vão mermando nos tempos. Vão padecendo como seres. Estão ao léu esses rebentos divinos outrora donos dos ventos e dos pastos.
Vai na mesma estrada tudo que sonharam ter. Esqueceram-se dos pendões de flechilhas e flores de trevo que antes tinham.
Rápidos e ágeis somem entre procelas. Tombam as noites e afrontam-se às portas da miséria e vão abraçar as favelas.
Perdidos em turvos pensamentos, sucumbem ao poder alheio. Na ignorância. e envelhecem e, outra vez, tornam a trilhar o escuro da incerteza.
Morde-lhes na cara a fragrância da liberdade dos ventos da estância. Na memória, recolhem os potros e nas mesmas sesmarias queimam as coivaras. Procuram a fuga... Tropeçam nas multidões e vagueiam a esmo. Não encontram mãos amigas nem parceiros para o mate.
A cuia passa... Passam as luzes do cotidiano e por entre nós, os “sem rumo ou suerte”.
Que se replantem os homens. Que conservem suas virtudes. Que se perca a pressa desses que tem pressa de chegar a lugar algum. Que repartam a seiva da erva de novos mates e novas cuias. Que essas crianças e velhos não marginalizem ao paralelo de rodovias de negro asfalto, qual negror de seus sonhos. Que busquem a essência do valor próprio que está no chão de que são oriundos e, nisso, encontrem a razão de retornar e plantar a semente , que no inanimado urbano não frutificou