Décima Redonda de quem Doma Potros e Bois
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Domadores, meus patrícios, hay míles por esta pampa! Se diferentes na estampa tão iguais em seus ofícios... Mesmas prosas, mesmos vícios e o mesmo tino campeiro. Homens rurais e vileiros vem ermanados na farra, de repassarem nas garras tropilhas de caborteiros.
A cada grito de: “solta” “deixa pra mim o malino...!” o taura envida o destino que não precisa de escolta! Se, se agarra dando volta ou dispara num repecho -pra o livrar de um mau desfecho que se apronta nesta hora- vai um santo em cada espora e um tento atado nos queixos.
São tantos os domadores paridos nesta querência, calejados de experiência e perícias de doutores, também são tantos cantores que se agrandam neste tema cada um à seu sistema de por um homem acavalo ou simplesmente cantá-los pra falquejar um poema...
Me gusta, ver um cantor de guitarra e alma em punho. Forjando um canto terrunho solito, sem fiador... domando coplas de amor e uma saudade gineta. Sem esporas, nem rosetas só tendo a luz das estrelas guiando a pátria sinuela sobre as rodas da carreta!
É por isso que canto um domador diferente da mesma forma, valente mas esquecido, no entanto. Não por ter menos encanto mas, por andar mais distante...! Quem mirar num sofragante ainda verá este campeiro, nas voltas com algum franqueiro na cortina do horizonte...
Há de se ter mais tutano se topar com algum refugo. Fazer respeitar o jugo por mais que seja aragano. Boi de canga, meus ermanos, tem de tudo que é feitio, o mais manso, o mais bravio. Conforme se redomoneia vai se apartando as “pareia” cada qual pra seu prestio.
Boi lerdo dá puxador, pra arrasto ou carga pesada, num atoleiro ou trepada nem precisa fiador. Boi ligeiro da lavrador -tendo a verga por regeira- nunca passa da porteira, do piquetinho dos fundos, pois tem no arado seu mundo e na canga sua fronteira.
Quem vai no coice ou na ponta... isso ai até nem falo porque outros já falaram, então eu deixo por conta, pois pegar a coisa pronta eu nunca fiz e nem faço... Vou ocupando os espaços Conforme me vem o envite, sem ir além dos limites da força do próprio braço.
Quem volteou parelhas loucas e outros tantos cavalos, sabe bem que prá domá-los a diferença é “mui” pouca... Um leva tento na boca o outro leva regeira... Um, xergão, cincha, peiteira e pelego sobre o basto paysandú, o outro, ajojo, e canga de guatambu, tamoeiro, brochas e canzis de pitangueira...!
Não vou cerrar a porteira no arredondar desta prosa, pois ainda há boiada teimosa e eguada caborteira, Pra nossa indiada campeira ir retoçando a pealo ou quem sabe... Quem sabe até sujeitá-los com bocal ou com ajojo... Buscando um último apojo de carreta ou de acavalo!