Das tropas de Faz-de-conta
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Nasceu num fundo de campo, já gurizote taludo, num rancho feito de leiva demonstrava, sobretudo, chão batido e santa-fé inclinação pros arreios. Aficcionado ao lombilho, Sombreava o oitão do rancho monarqueava orgulhoso, uma velha timbauva um cavalo de taquara, que tinha o tronco lanhado que ele mesmo amanunciara de palanquear redomão pras lidas de faz-de-conta
Deram-lhe o nome de Anau Aprendeu a manejar o laço em homenagem ao avô, laçando moerão de cerca um tropeiro de mão cheia, e algum guacho no terreiro que nunca em suas andanças depois trocou aquele flete deixou uma rês estraviada por outro mais caborteiro, nos corredores que passou queria repisar os pastos que o velho tata pisou. Nasceu, assim, como tantos... desses xuris caborteiros, Quando mocito já feito que fizeram mundo no lombo do cavalo sentou os recaus no pingo que cortaram a querência de ponta a ponta, despediu-se da mãe bugra vencendo rios, campos, matos e banhados alçou a perna e partiu. carreteando ou tropeando bois de corte, Saiu batendo na marca traçando caminhos, abrindo picadas num trotezito garboso e plantando vilas, por ande cruzavam. na direção da invernada.
Dessas vila e posadas brotaram cidades À sombra do cabos negros que povoam o Rio Grande tapejara um cachorro campeiraço, orgulho de todo tropeiro, que só faltava falar. que fez querência nos bastos. Daquela feita em diante Foi nesse clima campeiro fez do laço e do cavalo que veio ao mundo o Anau seu modo de bem-viver. Contou os anos na estrada Mal dera os primeiros passos e envelheceu troperiando aquele piá trabuzana, cumprindo o fado bendito se enfiava pelo galpão, que a vida lhe reservou. de olhar altivo e vivaz, botando tenência em tudo o que a peonada proseava.
Seguia de perto o pai, quando ele enveredava na direção do potreiro pra faina do dia-a-dia.