Corrida do Bagual
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Nos tempos de delegado Meu amigo Enor sofria Nos quatro cantos do pago Diariamente o pau comia. Era china mal falada E macho que se sumia Até que numa festança De tudo, o índio esquecia.
Na capelinha de Fátima Começava o Natal, Por isso teve churrasco E reunião do pessoal, Também um certo vivente, Batizado por bagual, Com um vinte e dois alumiando Na frente do policial.
No estilo dum baita galo Andando de atravessado, Quando um índio cochicha; -Olha ali o delegado, O gaúcho se atracou Num banheiro improvisado, Mas mui apressadamente No vaso ficou atolado.
Com o negócio no pescoço Que até parecia mel, Jamais saía dali Não fosse o Bastião Pompel, O qual, contava que o índio, Mais veloz do que corcel Devassou uma quarta e meia Do morisco do Carniel.
Chegou em casa mais feio Do que sapo galopando Igual bocó de raposa Seu traje estava cheirando; Amanheceu acordado: -Briga com polícia e padre É melhor ir evitando.