Catedral da Tradição
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Monto o pingo inspiração Esporeio a meu critério Pra dizer-te Tio Lautério Que és palanque do passado No chão da indústria, cravado, Tento de reminiscência Dos costumes da querência Há muito tempo passado.
Neste galpão, meu patrício Quem aqui bolear a perna Tem a charla bem fraterna E um teto com agasalho Churrasco pra dar um talho Faz parte da fidalguia Da terra da trilogia Fé, Cultura e Trabalho
Mantém seu museu crioulo Relíquia da antiguidade Onde o moço da cidade Pesquisa, vê e conhece A bandeira que resplandece No teu mastro é gauchismo Semente de patriotismo Que no pampa brota e cresce.
O CTG Tio Lautério Tem churrasco de picanha Tem chimarrão e tem canha Charla e verso no repente Por isso vendo tua gente Cultuando a tradição O meu xucro coração Corcoveia de contente.
A chinoca do Rio Grande Tu mostras em cada prenda Costura, Borda,remenda, Cozinha e faz chimarrão Peala qualquer chimarrão Por ser meiga e carinhosa
Tem o perfume da rosa Nas manhãs do meu rincão.
O teu chirú de chiripá Não simboliza a grossura Porque também é cultura A tradição que cultuamos Pois de ti nos orgulhamos Por ser teu xucro galpão Catedral da tradição Do pago que tanto amamos.