A Cidade dos Homens Livres
Um povoado se fez Com seus esteios de fé... Erguido com altivez, Veio mostrar o que é.
Muitas histórias sugerem O que será o amanhã; E muitos anos te escrevem, Terra de amor e maçãs.
O Contestado se marca Pelo tendel que passou; O tempo vil soma as tarcas Onde o povoado se criou.
Povo de força invencível, Pois não se entrega jamais; Terra onde a paz é possível, Pois é uma terra de paz!
Hoje eu canto Fraiburgo, A terra dos carpinteiros... Que vem sonhar num segundo Os sonhos do mundo inteiro.
Eu não concebo maus conceitos, nem desgraças, Que gentes más, sim, conseguem conceber; Sou catarina, sou de fibra, sou valente... Sou fraiburguense... Cresço a cada amanhecer!
Tantas contendas e visões territoriais, Vão refletindo e acendendo meus caminhos; Sou fraiburguense e não me renderei jamais, Curtindo um beijo de paixão, amor e vinho.
Todos embates que afligem nossa vida Vão revisar e aprimorar a trajetória; Eu sou Fraiburgo, sou vertente, sou guarida E sou eterno... Faço parte dessa história!
Alguém domina um combate E alguém corre de atrás; Tantas razões se debatem, Cheias de gestos brutais.
Temos batalhas e lendas E que a honradez nos compense O sangue dessas contendas No oeste catarinense.
Tantos heróis e heroínas nessa lida... A Liberata teve o dom da trajetória; A guerra é maula, é contexto, sina ingrata, Mas ela fica eternamente na memória.
Chegaram os manos Frey Abrindo uma Serraria; Tanto orgulho, bem sei, Pra póvoa que nasceria!
Ali cresceu com louvor nosso povoado E germinaram, quais sementes, novos dias; Ali nasceram nossos planos e legados, Tão entonados, mas com veias de poesia!
Terra da "terra da dúvida" Terra que a vida esqueceu; Lhe encontrou novamente... Minha família, meu Deus!
"Cidade dos Homes Livres", De homens, mulheres, enfim; Somos terra de igualdade... É a nossa grande verdade Plantada em nossos jardins.
Por isso eu canto essa grande verdade... Todo este amor, que não vendo ou alugo; Pois vivo a paz, que contém liberdade, Minha canção, minha amada Fraiburgo!