Belezas do Pampa
Publicado em
Contemplando a natureza vi a pampa entardecer. Pois sem a luz do saber devo crer na providência. E, desprovido de sapiência numa frase sem igual, chamei a minha terra natal pelo nome de querência.
Pra cantar esta querência e as belezas que ela encerra tenho amor por esta terra da fronteira ao litoral. Não se vê beleza igual por qualquer lugar que ande me orgulha, ser o Rio Grande, a minha terra natal.
A fauna da minha terra tem coisas de admirar. Tem nambu de chororó tem canto de sabiá, tem pomba fazendo ninho e João barreiro a cantar. Também tem perdiz que voa e o bicho homem a caçar.
A beleza é singular de tardinha ou de manhã. Ouço o cantar do tarrã quando a manhã principia. Cansado da invernia, o papagaio revoa, nos dias frios de garoa nos campos da Vacaria.
Quando ouço a voz do vento chega me arrepiar o pelo. Ouvindo o bugio roncar num presságio, de apêlo. O Cantar da curucaca, que se preserva e tem zelo. E a nossa prenda gaúcha que, da mulher, é modelo.
É no garrão continentino, esta terra de abundância. Que desde a primeira infância se cultiva a tradição. Até me engasgo de emoção quando canto esta querência, e quando sorvo a essência de um gostoso chimarrão.
Nem só de pão vive o homem, dizia o velho ditado. Se não és acostumado a conviver com a natureza, conheça toda a beleza desta terra hospitaleira com três cores na bandeira, vais gostar, tenho certeza.