Ausencia
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Há tanta meiguice no olhar quando nas tuas retinas me emolduras inteira. Num sofragante derrama pelo esquivado mirar uma ânsia palpitante e uma inquietude de amar.
Há uma lágrima contida e embargada na voz, deixando um sim escondido a espreitar na janela, e um não esperando voraz a mão abrir-lhe a tramela.
Há uma íntima saudade a impregnar-me as ventanas e a alma estrangulada já se tornou morada dessa mi'a vida aragana.
Há uma inquietude noturna que num tempo de ilusão buscava teu peito fremente campeando teu aconchego nas sombras da solidão. A esmo, hoje, te busco nas noites do meu rincão, como um guaipeca sarnento vagueando na escuridão...
E adormeço nos pelegos acalentando o sonho reúno: - Sonho que nesse acalanto a quentura do meu poncho seja o terno abraço teu se entrelaçando ao meu!-