Eterno Roteiro
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Cuê-pucha! Que o tempo passa, E a gente nem se dá conta! O tempo que se reponta Vai “despacito” aumentando! Troperiando, troperiando, Pela sombra das paisagens Por transitórias paragens Que a vida vai repontando.
Às vezes a estrada é linda. Outras vezes, tem espinhos, A tropa de um boi sozinho Vai repontando os tropeiros, Muitos chamam de janeiros, Outros chamam primavera, Florindo as mesmas taperas Nos instantes derradeiros!
Segue o tempo nos puxando Até cruzar a forquilha: Laço cheio de rodilha Que a velhice nos maneia. Um dos tropeiros, apeia, E fica chairando a faca, Fogo grande na barraca A eternidade clareia.
Vai assim passando o tempo E a gente nem se dá conta. O tempo que se reponta Vai “despacito” aumentando, Tropereando, tropereando. Até recostar na cerca Mas p’ra que nada se perca Há outra vida esperando!